sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

porque não vai voltar atrás ;D

Começando com um clichê absurdamente verdadeiro sobre este ano: passou muito rápido. 2009 iniciou com muitas mudanças, coisas boas, coisas ruins... mudanças necessárias. Eu já matriculada no IPA, dei de cara com o meu nome no listão da UFRGS. Nossa, esse ano começou bem, pensei comigo mesma. Entrada no segundo semestre, ou seja, seis meses de férias a partir dali. E só digo uma coisa: foi louco! Aproveitei demais. Noites do nada, malucas, cheias de consequências e surpresas. Joguei handebol no colégio até julho, o que me fez muito bem. Fiz academia, a qual eu devo retomar logo. Enfim, aproveitei o tempo em que eu não tinha preocupação com nada. E não fazer nada me fez pensar em muita coisa também. Consequências? Acabei um namoro de dois anos e pouco, passei a pensar em mim em primeiro lugar, resolvi largar algumas amizades que não me davam retorno algum, apostei em outras pessoas que tinham muito a me oferecer, me aproximei mais da minha família e resolvi andar sempre pelas minhas pernas sem me preocupar com os padrões dos outros ou com opiniões formadas em cima do que as pessoas acham. É, foi um tempo muito importante para mim. Cresci e mudei demais. E acredito que só me fez bem.
Pois bem, chegou agosto, mais precisamente no dia 17 de agosto, estava eu perdida naquele campus do centro olhando para os lados com um colega tentando adivinhar onde seria a maldita sala 508. E assim foi o dia inteiro, andar de um lado para o outro procurando lugares e conhecendo pessoas. A semana inteira foi assim. É incrível fazer amizades. Na segunda semana a maioria já sabia nomes e conversávamos sobre mil assuntos com apenas pouco tempo de convivência. E a faculdade começou a se desenrolar e eu descobri uma coisa: eu acertei em cheio. Eu não poderia ter escolhido outro curso que não fosse educação física. Esse é o meu caminho. A ESEF é o meu lugar. E a minha barra é MINHA! Não troco nenhum detalhe de tudo que aconteceu nesse primeiro semestre. Foi tudo muito intenso. As aulas não exigiram muito, exceto anatomia, então o que aproveitamos da faculdade em termos de relação e diversão foi extraordinário. Foi perfeito do jeito que aconteceu. Os jogos de futebol americano, basquete e handebol entre as aulas, as horas de ócio na ESEF embaixo das árvores, as idas na padoca, o MIC, o ESEF Em Dança, os salchipães da turma de basquete, as aulas matadas por nada, as noites completamente loucas e sem limites e todas as outras milhões de coisas que aconteceram e marcaram esse início todo. Passou muito rápido e o melhor de tudo é saber, com certeza, de que coisas melhores ainda virão daquele lugar para mim.
Talvez seja muito repetitivo esse discurso de faculdade e tudo mais, mas quem vive isso sabe que é fantástico. Ou não também. Talvez eu seja sortuda de estar no lugar certo. Talvez eu seja competente para isso. Na verdade, eu trilhei esse caminho e não admito ouvir alguma coisa que duvide disso. Não tem preço se relacionar com pessoas que não acham absurdo, idiota, pouco ou desnecessário o que tu quer fazer da vida. Pessoas que compartilham contigo objetivos parecidos ou, que no mínimo, não vão rir quando tu falar sobre os teus. E além disso pessoas que só me fazem bem. Nossa, encontrei muita gente especial lá e tenho muito a encontrar ainda, eu sei. Por isso vou curtir cada minuto dessa fase da vida que só me faz sorrir.
Assim como conheci muita gente, abri mão de muita gente também. E confesso que, pensando bem sobre os assuntos e analisando tudo que passou, foi bem melhor assim. Não posso me prender a pessoas que não sabem o valor de uma amizade e jogam fora, ou trocam, por qualquer coisa que aconteça, ou simplesmente deixam de lado por achar que eu estarei sempre presente. Meus pensamentos sobre isso mudaram e agora eu adoto a política de me ausentar as vezes da vida das pessoas porque é só assim que elas sentem a tua falta. E se não sentirem é porque elas nem deveriam estar ali. Muitas coisas me machucam como sempre. Eu sou alvo muito fácil para a mágoa. Mas aprendi que ignorar fatos tem o seu valor, pelo menos por um tempo, porque a mais pura verdade é: sempre volta. Não importa o tempo que demore ou como, mas volta e eu vou sempre estar ali para ver e dar aquele olhar falso como se me importasse. Não, eu não me importo e por dentro estou rindo. Fez para mim? "Não faça para os outros o que não quer que façam contigo" (ou algo assim), então não vem chorar.
Como deu para perceber, esse ano foi fantástico e com certeza foi o melhor de todos para mim. Superou 2008 rindo. Com uma superioridade absurda. Isso não quer dizer que eu tenha esquecido de como as coisas foram boas no ano anterior, e das pessoas importantes, muito menos do meus tempos escolares tão amados. Não é isso. Apenas o ano de 2009 foi melhor para mim. Para a Flávia por dentro. Muita coisa mudou e coisas ótimas aconteceram e foram, quem sabe, mais especiais do que tantas outras que passaram. Por isso que vou guardar esse tempo para sempre comigo. Em primeiro de janeiro eu coloquei de título da foto no fotolog "bem-vindo, ano das mudanças!". Eu já sabia que muita coisa iria mudar. E só mudou para melhor. E digo mais: 2010 será melhor ainda! Porque daqui para frente eu só quero tudo melhor, melhor e melhor. 2009 vai acabar com tudo! E 2010 já vai começar com tudo! E não duvide mais de mim.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

não desisto de tentar

Eu poderia ficar horas escrevendo sobre muitas coisas que estão me agoniando e alguns probleminhas que consegui por aí. Mas estou cansada. Definitivamente a gente se preocupa muito mais com as coisas negativas. Tem tanta coisa boa acontecendo comigo e as vezes eu me esqueço disso. As vezes. Pois lembrei e agora faço questão de girar em torno dessas. E com o que está errado, o que eu faço? Eu tento consertar da melhor forma possível. Uma dinâmica fácil, é só querer.


assim que você encontrar o seu lugar

guarde embaixo do solo suas mágoas
e deixe secar as velhas lágrimas sem dó
só o tempo desfaz suas marcas

sábado, 31 de outubro de 2009

e agora ficaram os resto de uns dias ruins

É, está tudo mudando de uma hora para outra e isso me assusta. Minhas decisões de ontem já não são as de hoje, o que era certeza da última semana, nessa já virou pó. A velocidade da minha vida anda me dando medo. Mas é assim que tem que ser, já me diria alguém.
Agora, estou prestes a ficar frente a frente com mais uma situação que eu nunca soube lidar e sempre tive que enfrentar: perder alguém. Não perder de morrer. Perder da vida mesmo, de não fazer mais parte. E dói. Nossa, como dói. Chega a ser absurdo esse vazio. E em alguns casos me dá até uma certa raiva por eu ter imaginado que isso iria acontecer. Mas agora não adianta, e eu também não mudaria nada. Se aconteceu desse jeito é porque era para ser. Eu só sinto falta daquela consideração sabe? A quem ajudou, ouviu, fez rir... A quem esteve ali o tempo todo, em todos os momentos e até suportou ser deixada um pouco de lado em alguns momentos. Mas agora nada muda isso também. A minha memória não me deixa em paz e com isso eu também já me acostumei.
Agora vejo que é hora de continuar com o que eu tenho tentado fazer desde o início da minha nova fase: ampliar, ampliar e ampliar. E não deixar que essas coisas me derrubem. Podem dar uma balançada, uma desiquilibrada complicada... Mas vai passar. Sempre passa. E eu vou continuar sorrindo. Ah, se vou!


quatro horas da manhã
o tempo passa devagar
e os meus pensamentos voam
sem saber onde chegar
em apenas um segundo tudo vai passar
sem perceber como aconteceu
se tiver que ir não posso evitar

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

ou continua a pensar que nada disso vai valer

Ao mesmo tempo em que tudo é tão complicado, a vida parece andar num ritmo absurdamente natural. Fase é fase, não adianta lutar contra. Às vezes nada dá certo e o mundo parece desabar. O importante é saber que isso passa e colocar as ideias no lugar. Malditas fases. Se eu tivesse escrito algo semana passada já estaria chorando. Mas, e agora?
Sendo bem sincera não sei exatamente qual é a minha atual fase. Há tantas coisas rodando na minha vida que fica bem complicado de focar. A faculdade é tudo que eu sempre quis, as pessoas de lá são demais, mas os trabalhinhos me estressam. Ao mesmo tempo que se relacionar é fantástico, é desastroso. Os dias vão passando eu sinto muita falta de jogar. Sinto uma saudade louca, um vazio no peito de não ter, no mínimo, aqueles treininhos semanais. Os amigos, aqueles, os melhores, estão sempre aqui e me fazem muito bem. Mas, certas atitudes e palavras machucam de uma forma inimaginável. Acho que uma história engraçada, um relacionamento atípico se perdeu em alguma curva desse momento e eu confesso que não queria de jeito nenhum que isso acontecesse. E uma história um pouco maluca e imprevisível continua do mesmo jeito. Maluca, imprevisível e cada vez mais perigosa.
Infelizmente agora eu tenho que enfrentar, pelo menos por enquanto, essas minhas loucuras e dúvidas sem a terapia. E isso me deixa muito triste. Mas, eu vou em frente, qualquer hora eu me encontro. O problema que quando isso acontecer, eu espero te encontrar também. Ninguém aqui falou em seriedade, ninguém aqui falou em novela. Eu só falo de sentimento. Como sempre, falo do que sinto. E ultimamente tenho sentido bastante. Mas, ah, não é novidade para ninguém.
Chega a ser incrível o jeito que eu começo a escrever de uma forma completamente confusa e agora já chego a conclusão de que no momento só tem uma coisa me agoniando de uma forma incontrolável. As outras, eu juro, que estão sob controle. Mas não tem o que dizer sobre isso, não tenho mais palavras para explicar essa situação toda. Enquanto nada acontece e as coisas continuam andando no mesmo ritmo, porém, sem sair do lugar, eu fico aqui. Talvez twittando algo que te faça pensar, que me faça pensar, ou que faça, de uma vez por todas alguma coisa mudar. Seja lá para que sentido for...



e quando eu ver você
queria uma chance pra ficar..

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

e vai ser sempre assim, pois já faz parte de mim

Chega a ser impressionante a minha sensibilidade, a minha facilidade em ficar abalada. Parece que nunca estou preparada para nada, sou supreendida por qualquer coisa e nunca de uma forma boa. Há tempos tento tirar o foco da minha vida em uma coisa só e ampliar, além de relações, objetivos, planos, ideias. Mas o que me parece é que multiplicando isso, multiplico complicações também. Visivelmente confusa, não sei onde pisar.
Meu conflito de autoestima interfere em tudo, principalmente nas relações. Quando estou pensando (sempre) em algumas em especial, fresno me vem a cabeça com um verso que dói de escutar, mas que me identifico de uma maneira absurda: eu não quero lembrar do que eu fui pra você, uma simples distração pra você esquecer. Soa como se muita coisa agora estivesse assim. Mas, espera aí, eu não quero ser a distração de ninguém! Servir nos momentos ruins, ser útil. Oras, ninguém tem que ser útil a ninguém. Eu quero ser indispensável ou, no mínimo, insubstituível. As vezes sinto que eu sou muito prestativa, muito presente. Nunca deixo faltar Flávia para ninguém. Mas e os outros estão sempre aqui também?
Minha terapia semanal está sendo mais um processo de autoconhecimento. Porque eu mudei muito de uns tempos pra cá e evolui demais também. Mas eu ainda tenho resquícios de muita coisa que passei e senti. Trabalhar tudo isso é fundamental para mim, pois vejo claramente que só estou indo em frente. Sim, eu posso ter recaídas, ficar triste, abalada com algumas coisas. A questão central é não deixar esses probleminhas me parar. E é para isso que faço terapia, escrevo aqui, twitto muita coisa sem nem pensar duas vezes, ouço músicas que doem, mas que me fazem pensar... Tudo isso faz parte de mim e do meu processo de amadurecimento. Poderia ser mais simples? Sim. Acontece que todos somos diferentes e o meu é assim.
Andando pela cidade, dentro de um ônibus, eu vou pensando em tudo que está acontecendo agora na minha vida e percebo que, embora eu esteja com alguns probleminhas, algumas coisinhas me incomodando muito, não é nada que me derrube, nada que eu deixe me derrubar. Continuo achando que "seu namorado um idiota" e que "algumas coisas nunca vão mudar"... mas, tudo bem, porque pra todos os casos se era só um brinquedo, num toque vai passar.

e digo mais: ABRA SEUS OLHOS.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

I don't want to waste another minute here

Chega a ser absurda de tão gostosa essa fase da minha vida. Se antes, nas férias, eu já estava bem, agora é algo inexplicável. Sabe quando pela primeira vez na tua vida tu não cria mais expectativas do que deveria? Eu achava que a faculdade seria demais, seria uma baita mudança e que só me traria coisas boas. Além de tudo isso me trouxe mais coisa ainda! É tudo muito diferente e tudo muito bom. Sentir-se parte de um lugar não tem preço. Mesmo sem a proximidade do colégio, sem as pessoas saberem teu nome, sem a vida fácil de trabalhos e provas imbecis... Eu sei que faço parte daquilo. Na ESEF acontece algo mágico, é difícil de explicar. Aquele campus é diferente, é leve, é bom de estar lá. Todo mundo sempre me disse que o pessoal da educação física é diferenciado, e agora eu vejo que é mesmo. E é só diferença boa!
Eu to aprendendo ainda a me acostumar com a correria, com a total falta de tempo, com andar por aí de onibus estudando, essas coisas. Mas isso eu sei que tiro de letra. E estar correndo e preocupada com coisas úteis me faz ver como a gente perde tempo com coisa idiota na vida. Ultimamente aconteceram algumas coisas que se fossem em outros tempos me destruiriam. Ou pelo menos me fariam muito mal mesmo. Mas agora é o simples discurso (verdadeiro) de: desculpa, mas eu tenho mais o que fazer. Cansei de brincar de me importar demais com a vida dos outros. Eu só quero sorrir e continuar bem do jeito que estou.
É aquela velha história de nada vai me sufocar; ser feliz só depende mesmo da gente; gritar pra si mesmo que não depende de ninguém; o bom da vida não tem preço; but it's gonna be my year.. e por aí vai ;)

terça-feira, 14 de julho de 2009

paradoxo

sem pressa de ver o final, se nessa história ainda está tudo normal
sem medo de talvez achar que cedo ou tarde isso pode acabar
e eu que sempre achei que nunca errei, nunca olhei pra trás
hoje aceitei viver um pouco mais
se não há nada de errado em talvez não acertar
e quem eu tenho do meu lado pode sempre me ajudar
então me diz se eu agi certo ao te trazer mais perto
e cada instante que hesitei serviu bastante pra mostrar onde errei
então começo a acreditar, já não te impeço de tentar me encontrar
se foi difícil demais até aqui, pior seria até hoje estar preocupado
se é errado eu querer me envolver com alguém como você

estranho não é isso fazer sentido. estranho é que isso também faz:

se analisarmos bem os nove meses que passamos até aqui
nem se comparam aos três que virão
e as histórias que estão por surgir
apostar no presente sem medir o que pode falhar
é gritar pra si mesmo que não depende de ninguém pra ser feliz
e aproveitar o verão
partir, deixar pra trás tudo que te prende
longe de quem é importante pra você (...)

Ao mesmo tempo que ando em contradições, parece que nunca tive mais certeza do que quero. É assim, uma fase fantástica que eu vivo. E daqui é só pra frente. Regredir nunca. Se for pra ficar mal, eu fico. É pra sofrer? Eu sofro. Eu não me importo porque eu sei que nada mais me derruba. Essas bads fazem parte da vida adolescente, é normal. Mas, que incrível, até da bad eu estou rindo agora. O negócio é andar. Sempre, sempre, sempre. E, independe de ter ou não outra pessoa ao lado, saber que a pessoa mais importante já está aqui. E que eu, ao contrário de qualquer outra, não vou me abandonar.

domingo, 5 de julho de 2009

Quando eu já começo a achar que não bate mais um coração aqui dentro, que ele estava adormecido, anestesiado pelo tempo... Um pulo. Opa, ele está batendo. Que medo.
Essa mania de querer ter tudo sob controle acaba me matando. Porque certas coisas não foram feitas para serem controladas. Certos sentimentos se soltam de qualquer amarra. E nada muda isso. Muito menos os meus pensamentos e a minha vontade de ser autosuficiente emocionalmente falando. Nós temos que aprender a conviver com isso. Coração tem vida própria.
A única coisa que eu queria é que as coisas não fossem tão difíceis. Por que as coisas tem que ser complicadas? Ou melhor: por que as pessoas tem que complicar as coisas? Eu nunca vou entender isso. E também nem vou tentar porque é perda de tempo. O que me interessa é saber de mim. Seja isso envolvendo outra pessoa ou não.
Não ando com inspiração para escrever. Talvez me falte assunto. Ou o que sentir. Não sei... Tudo anda muito estranho para mim. Mas vai melhorar. Eu sei que vai. Enquanto isso que sua mente tente me esconder do seu coração... vou estar lá.


as canções já não me dizem mais nada
poderiam dizer teu nome.. poderiam dizer você

quarta-feira, 1 de julho de 2009

bate ao contrário

já sentiu vontade de explodir teu coração pra conseguir entender o que há dentro dele?

eu conheci uma guria que eu já conhecia
de outros carnavais, com outras fantasias
e ela apareceu, parecia tão sozinha
que parecia que era minha aquela solidão

terça-feira, 30 de junho de 2009

domingo, 21 de junho de 2009

nada vai me sufocar

Acontece de tempos em tempos, eu simplesmente, às vezes, não pareço fazer parte daqui. O que parece é que eu não faço parte da minha própria vida. Ou que não sou a atriz principal dela. Mesmo tendo certeza de que sou. É estranho, mas sinto como se não estivesse sendo percebida. E, não adianta, isso é horrível para mim.
Estou prestes a dar um passo incrivelmente importante na minha vida, me orgulho de mim mesma, mas, mesmo assim, gostaria de sentir o orgulho dos outros. Amanhã é a concretização e nem lembro quando foi a última vez que falei com meus pais sobre isso. E, sinceramente, muitas vezes me parece que não é algo tão grande assim e muito menos algo digno de incentivo, motivação. Mas, fazer o quê? Não posso exigir dos outros as atitudes que eu queria eles tomassem.
Não é a primeira vez que eu escrevo sobre isso porque é algo que me incomoda. Eu realmente acho que tem que ser nós por nós mesmos, que eu tenho que me soltar das pessoas e do que elas pensam. Mas eu não consigo não querer sentir o carinho, as palavras de quem eu gosto. De quem eu, com certeza, ficaria muito feliz de ver dando um passo importante na vida. E o que eu ouço são piadinhas, alguns parabéns falsos, sorrisos forçados, e ainda sinto alguns abraços sem sentimento. Ou ainda uma mudada de assunto para não ter que encarar os méritos dos outros. É triste ver que eu gosto de muita gente que não merece. É triste ver que eu ainda me importo com isso. Mas eu estou lutando e estou evoluindo. Eu tenho algumas recaídas, mas o que eu tenho dentro de mim é que não importa mais ninguém além de mim. Eu só realmente espero que depois de me perder ninguém sinta falta.
Talvez essa falta de pertencer a algum lugar que me atormenta agora seja só para, daqui a pouco, eu ver o quanto eu pertenço ao mundo. Tenho certeza de que as coisas vão melhorar e que eu só vou crescer. Por enquanto, mesmo que eu tenha algumas crises, vou administrando, com calma e leveza para não cair. E eu não vou cair, porque, felizmente, eu aprendi a ficar em pé sozinha.
Se antes eu tinha medo de mudanças e me frustrava com a ideia de perder pessoas, hábitos ou qualquer outra coisa que já me pertenceu, agora eu só quero sorrir. Não me importa ao lado de quem. Desde que me façam bem. Já disse, e repito: só aceito o melhor de tudo. Das pessoas, de mim e da vida. Menos que isso eu dispenso. A moda é o egocentrismo e nela eu entrei de cabeça porque vi que é o único caminho para nossa realização depender apenas de nós. Eu continuo gostando das pessoas com todo o meu coração, e com o carinho mais verdadeiro possível. Mas não me faz idiota, eu cansei disso. Me quer na tua vida? Prova. Caso contrário, tenho mais o que fazer.
Enquanto a vida nova não começa de fato, continuo curtindo minhas férias prolongadas. Vejo as pessoas que me fazem bem, ouço as músicas que talvez não terei tempo de ouvir depois, vou aos lugares que me libertam e fico fazendo companhia a mim mesma. Não, isso não é solidão. Isso é autoconhecimento. E nada é mais prazeroso do que se conhecer. Afinal, eu sou a única pessoa do mundo que eu terei que aguentar, obrigatoriamente, para o resto da vida.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

o simples torna ela demais (?)

Ela é uma guria normal. Quer dizer, dependendo do conceito dado a isso. Dezessete anos e ela nem fugiu de casa. Não chega a ser rebelde, mas tem personalidade e sabe o que quer. Constantemente inconstante, muda o tempo todo e não tem medo disso. Já se acostumou consigo mesma. Talvez um paradoxo em forma de menina. Ou simplesmente uma adolescente qualquer.
Não fuma, não tem tatuagem, nem piercing, nunca se drogou. Bebe de vez em quando com os amigos, como qualquer uma de sua idade. Adora se divertir, sair, conhecer pessoas, experimentar emoções. Uma festa às vezes, shows e noites com os amigos próximos sempre. Sorrir, andar, olhar, sentir.
Ela é feliz. Pode-se dizer que sim, claro. Já sofreu e ainda tem muito o que sofrer. Já quase perdeu mãe e pai. Tem um irmão. A família é grande. Já namorou. E também já chorou por amor. Claro que já ficou por ficar. Como também deu a entender que não significava nada e tinha um baita carinho. Encanta-se fácil com alguém que a faça sorrir e adora que se encantem por ela. Sua auto-estima alterna constamente. Às vezes gosta do que vê no espelho, às vezes não. Gosta de ser original, mas não tão diferente que chegue a chamar a atenção.
Quarto, música, reflexão, sentimento. Nem tudo é alegria. Ela sabe estar triste. Sabe também estar braba. Brigar pelo que acredita. Argumentar. Deliciar-se com as palavras. Leonina, determinada, frágil. Não suporta ser esquecida e tem uma memória incrível para fatos e pessoas. Dá o máximo de si em uma amizade e sempre espera receber o mesmo. Quando nã acontece dói. Mas também nada que a abale tanto assim, aliás, nada a abala tanto agora.
Estrelas, fotos, handebol, palavras, música. Códigos internos, palavras-chave. Acessível e admiradora de conversas. Completamente emotiva. Vive uma fase, considerada por ela mesma, deliciosa. Não deixa de ser diferente por se achar normal e nem de ser normal por querer ser diferente. O centro do seu mundo, é a própria. Egocêntrica, escreve sobre si mesma. Não se importa se alguém se interessa. Muito menos as conclusões. Só importa que saiu de dentro como toda e qualquer palavra dela. E lendo isso percebe: ela se conhece. E o principal: sorri ao ler.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ultimamente, ando conversando muito com as outras pessoas sobre vida universitária e profissional. Sobre o futuro e o que ele reserva para nós. Embora ninguém saiba, é muito bom compartilhar sonhos, planos e objetivos.
Eu não sou um exemplo de pessoa e nem procuro ser. Mas gosto de ser do jeito que sou: simples e objetiva. Eu sempre tive em mente o famoso clichê de "ser feliz". Afinal, o que é ser feliz na vida profissional? Não sei, mas pretendo descobrir. Agora, eu nunca vou escolher o que faer por status ou retorno financeiro. Todos sabem que sou contra isso. Na verdade, cada um faz o que quiser da própria vida. Então se eu não quero ser médica, advogada, engenheira ou jornalista... me deixa em paz! Porque a vida é minha! Vou ser professora, e daí? Não me imagino em outro caminho que não seja o da educação física. E quer saber? Pretendo ser feliz com o que escolhi para a minha vida por mais tradicional que isso possa soar.
Fazer planos é meio precipitado, mas sonhar é saudável e necessário. Fui privilegiada com um tempo precioso e agora enxergo as mudanças com olhos positivos. Há uma vida nova me esperando, e dela eu não tenho mais medo. Quero que venha logo e que me satisfaça tanto quanto a etapa que encerrei a pouco. Eu sonho, e sonho muito com dias cada vez mais felizes. Porque eu não aceito outra coisa da vida e de mim.
Previsões sobre o futuro profissional ainda são muito abstratas para mim. Mas a cada dia que passa me acostumo mais com a ideia de crescer e mudar. Desejo sorte a mim mesma. E que o meu futuro como "professorinha", e não com uma profissão da moda, seja completo. E que tu, aí, cheio de preconceitos, ansiando por dinheiro e reconhecimento vazio, se encontre na vida. Porque o meu caminho eu já encontrei.


Desculpem-me, isso foi um baita desabafo.

terça-feira, 26 de maio de 2009

apostar no presente

Quando as coisas estão para mudar não há força que consiga parar isso. Vivemos de ciclos, de fases. Eu sempre soube disso. Parabéns. Eu sempre me surpreendo com o que a vida reserva para mim. Aliás, essa é o aspecto mais interessante da vida, na minha opinião: a imprevisibilidade. O óbvio cansa, pesa e desgasta. E de desgastante e chata essa vida não tem é nada.
Já diria um amigo meu: a vida é uma delícia. Concordo cada vez mais. Não sei se me faço entender quando digo que parece que estou numa fase vivida na essência. Explicando melhor, é como dizer que o verbo 'viver' faz mais sentido do que nunca. Eu estou sentindo a vida. Muito complexo? Muito louco? Muito falta do que fazer? Talvez. Não me interessa, estou muito ocupada para pensar no os outros possam formular em suas cabecinhas medíocres. Não tenho tempo para isso, tenho que viver.
A minha atual ideia de viver feliz é simples, envolve poucos aspectos: estar bem comigo mesma, em primeiríssimo lugar; não deixar de lado a família, como fazemos algumas vezes na adolescência; e tirar apenas o que me faz bem de toda e qualquer relação. Estou numa fase em que não me permito perder tempo ficando triste por pessoas que possam me magoar ou o fazem. Eu quero o melhor de todo mundo, eu quero apenas o que me faz bem. Porque também é isso que eu oferecerei a qualquer pessoa. O melhor de mim sempre. Mas o meu melhor depende, e muito, do que é considerado melhor pela outra pessoa. Chega de caminhos que vão e não voltam. Eu só retribuo o que eu sinto de verdade. Desculpem, é melhor acostumar, eu não sou mais a imbecil que por muitas vezes foi sugada por relações desgastantes.
Não te parece repetitivo eu escrever sempre sobre mim? Não, isso não foi uma pergunta que quer ser respondida. Porque nenhuma resposta mudará o que eu penso. Nenhuma atitude vai abalar o meu sorriso. Agora, nada, nem ninguém, está em condições de me atingir. Parece arrogante? Perdão. Mas já sofri muito pelos outros, agora eu vou me curtir. Caso queira me fazer bem, sinta-se a vontade. Essa vida é realmente deliciosa, vamos vivê-la, por favor? 

sexta-feira, 15 de maio de 2009

sentia-se carente, voou

Quando nós mudamos de fase, mudamos a vida, nem tudo são sorrisos. Eu já sabia disso. E, não, eu não estou arrependida. Aliás, estou bem, muito bem. Mas, às vezes me falta alguma coisa. Não é o que se imagina. É algo que vai muito além disso. Falta coisas diferentes. Falta uma vida diferente. Não ter rotina está virando a rotina mais desesperadora que eu poderia imaginar. É bom descansar, mas é muito bom não ter tempo também. Porque o que dizem é verdade: "quanto menos tempo se tem, mais tempo se ganha". Quando nós estamos cheios de coisas para fazer, arrumamos tempo para o que quisermos. Eu sempre fui assim pelo menos. Quando não se tem nada, parece que o tempo fica completamente contra nós. Eu me sinto assim agora. Estranho, continuo sorrindo mesmo assim.
É um paradoxo louco, para variar só um pouquinho. Afinal, falamos de Flávia ainda. Aliás, eu ando me enlouquecendo. Mas nada que eu já não tenha me acostumado. São 17 anos convivendo comigo mesma, alguma coisa eu devo ter aprendido sobre mim. Como, por exemplo, eu tenho que ter cuidado quando eu fico instável. Porque na hora da alternância de feliz para triste, eu não posso, de jeito nenhum, parar na triste. Mas, mesmo assim, eu ainda sinto, eu ainda sei, de alguma forma, que tudo está se encaminhando para melhor. Sempre para melhor.
Hoje é dia 16 de maio. Minha vida, na teoria, começa a mudança radical dia 3 de agosto. Eu tenho tempo. Tempo esse que eu pretendo gastar renovando ainda mais. Como? Ainda não sei. Aliás, eu não sei de nada. E isso não é de todo ruim. É 50%, como tudo na vida. O que me resta é transformar essa metade em uma metade que valha mais a pena do que a ideia inteira. Complexo? Nem tanto. Eu tenho tempo para pensar, fazer, sentir, viver.
Incrível, para variar. Instabilidade é uma coisa curiosa. Ao final do post estou sorrindo. Não, eu não estou beirando a loucura. Eu estou, simplesmente, sendo eu mesma. É, eu sou a mesma de sempre ainda. Instável, alternando de sentimentos e pensamentos em questão de pouco tempo. Isso é ruim? Sinceramente... Não tenho opinião formada. Afinal, eu sei que ela vai mudar daqui uns cinco minutos, dois dias ou três meses. 

Mesmo assim, mesmo com tantos paradoxos, contradições e alternâncias, continuo acreditando que o melhor para mim vai ser por um bom tempo continuar gritando para mim mesma que não dependo de ninguém.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

viver e ver acontecer, me transformar

Há quem diga que eu mudei, mas não foi tanto assim. Confesso que estou mais confiante, mais alegre talvez. Mas minhas características, aquelas tão velhas conhecidas, continuam aqui. E até mesmo antes de eu, involuntariamente, esconde-las, outras pessoas já tinham feito isso por mim. Então agora vem o susto. A Flávia mudou? Pouco. Na verdade, o que mudou realmente foi a circunstância. Meu coração é o mesmo ainda.
Continuo querendo curtir o máximo que a minha idade pode me trazer, porém, agora com mais liberdade. Aquela que dança, que bebe, que conversa, ri e grita... Sou eu. Sempre foi. Essa guria é a mesma que precisa de atenção, que muitas vezes tem o coração implorando por carinho, mesmo que não demonstre. Essa alternância de autosuficiência e carência sempre foram marcas registradas da minha personalidade. Decidida, firme, até radical muitas vezes. Mas com sentimentos transparecendo todo tempo. 
Eu não sei bem ao certo o que as pessoas enxergam quando olham pra mim. Na verdade, eu nunca vou saber. E pra ser sincera, não sei se importa tanto assim. O que me importa, realmente, é que todos que o meu coração se importa, saibam que a minha essência continua a mesma. Independente de lugar, estado civil, horário ou circunstância. Eu apenas quero ser mais do que eu tenho tentado ser. Sei que posso voar mais alto, por que ficar sempre no mesmo lugar então?
Cansei da vida tanto faz, de qualquer coisa ligada a monotonia. Quero alegria, quero amigos, quero diversão, quero conversas intermináveis, quero sair, quero não ter hora pra voltar e nem pra ir. Eu quero ousar, me atrever a viver de uma maneira mais leve, porém, carregada de emoções. Eu quero uma nova fase repleta de incógnitas, sem previsão alguma do que vai acontecer. Quero sentir tudo que eu puder sentir. E, claro, não parar de sorrir... Nunca mais.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

e agora não há como voltar...

e mesmo se houvesse preferia ficar.

Incrível é o ritmo com que as coisas mudam. Mais incrível ainda é tentar tapar os olhos e fingir não enxergar isso. Não adianta, de uma forma ou de outra, nós sempre acabamos magoando alguém. Mesmo evitando isso ao máximo. É a vida, é a nossa forma de vida. Vai ser sempre assim. Alguém começa, alguém termina, alguém chora, alguém sorri. O que nos faz diferentes é a maneira como queremos ver e absorver tudo que nos cerca. Prefiro fazer isso da forma mais leve possível.
Tudo começa com uma decisão tomada sozinha. Confesso que foi uma das primeiras vezes que isso aconteceu. Mas aconteceu. Sempre ouvi falar em escolhas. E dei de frente com um caminho de dois acessos. Tive que escolher. Talvez não seja compreensível, pelo menos agora. Mas dentro de mim está muito claro. Tive que escolher e escolhi. Optei pela minha alegria, pela minha felicidade. Não que tivesse sido infeliz. Apenas quero ser feliz de outra forma. Pena que é difícil entender.
O que eu quero na verdade? Eu quero mais de mim. Eu preciso mais de mim. Ser feliz por mim mesma, agir por mim mesma, viver por mim mesma. Isso inclui sair, ver pessoas, conhecer pessoas, dançar sem compromisso, não pensar no amanhã. Isso inclui viver de Flávia. Eu e apenas eu. Decisão difícil? Muito. Mas a cada minuto que passa eu fico com a certeza de que fiz a escolha certa. Voltar atrás não está nos meus planos. Viver tranquila e despreocupada está.
Agora, depois de tanta reflexão, tantas lágrimas também, tantos pensamentos e sentimentos gritando para serem chutados para fora de mim, continuo me vendo em equilíbrio. Aquele velho equilíbrio que eu tanto falo, permanece em mim. 
Incrível, eu sei me fazer sorrir.

terça-feira, 17 de março de 2009

ninguém enxerga através de mim

Geralmente eu escrevo quando eu estou triste ou muito feliz. Hoje não. Aliás, nem sei porque escrevo. Eu estou em uma fase de equilíbrio completo. Eu sou feliz, me sinto leve, me sinto completa. Amo meus amigos, mas também amo a distância saudável que existe entre nós agora. Amo meu namorado, amo minha família. E o mais importante: eu me amo. O medo que eu sentia de crescer não me atormenta tanto. Afinal, é necessário, importante e extremamente inovador. Depois de onze anos de colégio, preciso disso. Não digo que não sinto saudade. Digo que estou bem do jeito que estou. Aprendi, nesses últimos tempos, que existem coisas na vida que não merecem valor, não adianta. Coisas e pessoas. E aprendi, também, que talvez quando algumas relações se desgastam nem valha a pena ficar lamentando o que poderia ser, ou procurar explicações. Elas simplesmente acabam. Quando isso acontece, o que eu faço, é lembrar que eu fiz o possível, mais que isso eu não me dou o trabalho, porque já trabalhei demais. Os tempos foram muito bons, mas sempre tem coisas melhores por vir. 
Equilíbrio. Palavra mágica que eu estou descobrindo aos poucos. Descobrindo a palavra e a mim mesma. Eu andava precisando de um tempo para mim. Todos precisam, mas poucos se importam com isso. Sabe por que é tão importante esse tempo, essa atenção para nós mesmos? Por um simples motivo: a pessoa mais importante do mundo, pra mim, sou eu.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

too close for comfort

Incrível como as coisas andam em círculos. E as pessoas não mudam. O que te machucou ontem, pode vir a te machucar hoje, de novo. Quando as pessoas nos magoam uma vez, a primeira coisa que pensamos é: "tudo bem, passou, mas nessa eu não caio de novo". Que belo e doce engano. Se alguém consegue, me ensina, por favor, porque eu tenho problemas com isso. Eu sempre espero o melhor das pessoas. Eu sempre espero que as pessoas terão comigo a consideração que eu tenho por elas. Não, Flávia, as coisas não funcionam assim. Mesmo a convivência por anos com uma pessoa não te dá, completamente, a idéia de quem ela seja e a previsão de suas atitudes. As pessoas nasceram para surpreender. Tanto pro bem, quanto pro mal. Incrível. Eu sempre me surpreendo.
É aquela velha história do orgulho. Aquele que por muitas vezes parece não existir em mim. Por que é sempre do mesmo jeito? Por que as pessoas que eram para te conhecer melhor, ignoram completamente a tua natureza, o teu jeito de ser, e te machucam sempre da mesma forma? Como se não doesse. Pior, como se não soubessem que dói em ti. Eu tento, eu fico horas pensando se o erro não está comigo, se eu não faço tudo errado. Desculpa, mas se tem em um assunto que eu tento ser o mais competente possível é na amizade. Eu sempre fui assim, eu sempre tentei mostrar para todos os meus amigos o quanto eles são importantes e o quanto eu os amo. E como eu gosto da companhia deles, como eles podem contar comigo para tudo. Por que a rasteira vem sempre do mesmo lado?
Eu sou uma ótima amiga, sou boa de conversar, sou divertida, sou isso, sou aquilo. Legal, adoro receber elogios. Mas não adianta só falar e depois agir de uma forma completamente contraditória. Mas talvez a culpa seja minha. Ausência de orgulho faz mal. Embora a minha psicóloga tenha me convencido de que eu sou assim. Sou emotiva por natureza. Sou sincera e entrego meu coração em tudo que faço. Eu sei disso. Mas eu ser assim está começando a me trazer prejuízos. Na verdade, sempre me trouxe. Mas, é agora, quando tu está mais frágil que tu percebe: será que eu não tenho que ser um pouquinho mais egoísta? Por que o meu orgulho não aparece quando eu preciso dele para levantar a cabeça e dizer para mim mesma: "não, isso não vai me abalar"? Eu sempre me abalo.
Paciência. Nós vamos crescendo e percebendo que amizades são altos e baixos. E que, geralmente, existem mais, com mais força, quando alguma das partes precisa. É, Flávia, nem todo mundo te dá o valor que tu acha que merece. A vida é assim. Pelo menos, a minha vida tem sido assim. Talvez um dia as pessoas lembrem de ti com saudade. E vão falar para si mesmos aquela famosa frase: a gente só dá valor quando perde. Vou começar a praticar isso. Porque parece que dar valor enquanto tem não está dando muito resultado também. 

was I invading in on your secrets?
was I too close for comfort?
you're pushing me out
when I wanted in
what was I just about to discover?
when I got too close for comfort
and driving you home
guess I'll never know

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

we're moving on

Hoje é dia 8 de janeiro, vestibular da UFRGS acabou ontem. Muita raiva, irritação, agonia, cansaço. Quatro dias que parecem quatro semanas. Mas passou. E no dia que acaba o que nós fazemos? Podemos ficar em casa no computador ouvindo música, ou em casa brabos e irritados trancados no quarto, ou quem sabe podemos ir dormir e deu. Nããão. Nós vamos para a casa de alguém fazer noite, é isso que se faz depois do último dia de vestibular: ver os amigos. Ouvir músicas (as mesmas de sempre) que nós não cansamos, comer um xis ruim, (para alguns) beber alguma coisa alcóolica, jogar Imagem&Ação, futebol no videogame,  e para finalizar um pôquerzinho. Era isso que todo mundo precisava. Opa! O dia amanheceu e os últimos ali saem a pé para a casa do outro, que é perto. Antes passam na padaria e compram pão. Claro, estamos com fome. Conversam até 11h e vão embora. Pronto, acabou a noite. Agora sim.
Fiquei refletindo sobre isso hoje antes de dormir a tarde inteira. Sobre como nós nos divertimos com "pouca coisa". Na verdade, é a melhor coisa de todas: a amizade. Não somos simples conhecidos, simples colegas que ainda se vêem depois do Ensino Médio ter acabado. Somos amigos e daquele tipo especial. E o comentário de outra amiga ("vocês parecem que vão ser aqueles amigos mesmo depois da escola", algo assim) me fez pensar muito. Porque é isso que eu sinto. Mas eu sentir isso é normal porque eu sou muito sentimental. Eu não sei explicar, também não sei se nós seremos amigos para sempre. Mas, com certeza, todos eles serão para sempre os melhores amigos que eu já tive ou sonhei em ter. As melhores lembranças, as melhores saudades. Incrível como nós vivemos intensamente tudo que podemos. Como eu disse em outro post: estamos nos eternizando para nós mesmos e de uma forma tão intensa que nem se quiséssemos nos esqueceríamos.
2009 começou comm o pé direito e eu, realmente, espero que seja assim o ano inteiro. As férias estão recém começando e nós temos muito mais o que aproveitar. Descobri que viver intensamente não é sair para baladas,  correr perigo, viver aventuras que arriscam tua vida ou qualquer outra coisa que digam "é coisa de jovem". Viver intensamente é não dar descanso para o coração parar de sorrir. Viver intensamente, para mim, é estar perto tanta gente que só me faz bem e fazer, com eles, as coisas de adolescentes que nós temos direito, mas que não podem nos matar. Afinal, nós só nos fazemos viver mais e mais! 


we don't expect results because the kids 'round here just don't give a fuck
nothing really matters, nothing really matters at all
when all your dreams are shattered, everything is beautiful
nothing ever happens, they think we waste our lives but they're wrong
we're moving on