Geralmente eu escrevo quando eu estou triste ou muito feliz. Hoje não. Aliás, nem sei porque escrevo. Eu estou em uma fase de equilíbrio completo. Eu sou feliz, me sinto leve, me sinto completa. Amo meus amigos, mas também amo a distância saudável que existe entre nós agora. Amo meu namorado, amo minha família. E o mais importante: eu me amo. O medo que eu sentia de crescer não me atormenta tanto. Afinal, é necessário, importante e extremamente inovador. Depois de onze anos de colégio, preciso disso. Não digo que não sinto saudade. Digo que estou bem do jeito que estou. Aprendi, nesses últimos tempos, que existem coisas na vida que não merecem valor, não adianta. Coisas e pessoas. E aprendi, também, que talvez quando algumas relações se desgastam nem valha a pena ficar lamentando o que poderia ser, ou procurar explicações. Elas simplesmente acabam. Quando isso acontece, o que eu faço, é lembrar que eu fiz o possível, mais que isso eu não me dou o trabalho, porque já trabalhei demais. Os tempos foram muito bons, mas sempre tem coisas melhores por vir.
Equilíbrio. Palavra mágica que eu estou descobrindo aos poucos. Descobrindo a palavra e a mim mesma. Eu andava precisando de um tempo para mim. Todos precisam, mas poucos se importam com isso. Sabe por que é tão importante esse tempo, essa atenção para nós mesmos? Por um simples motivo: a pessoa mais importante do mundo, pra mim, sou eu.

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