sexta-feira, 15 de maio de 2009

sentia-se carente, voou

Quando nós mudamos de fase, mudamos a vida, nem tudo são sorrisos. Eu já sabia disso. E, não, eu não estou arrependida. Aliás, estou bem, muito bem. Mas, às vezes me falta alguma coisa. Não é o que se imagina. É algo que vai muito além disso. Falta coisas diferentes. Falta uma vida diferente. Não ter rotina está virando a rotina mais desesperadora que eu poderia imaginar. É bom descansar, mas é muito bom não ter tempo também. Porque o que dizem é verdade: "quanto menos tempo se tem, mais tempo se ganha". Quando nós estamos cheios de coisas para fazer, arrumamos tempo para o que quisermos. Eu sempre fui assim pelo menos. Quando não se tem nada, parece que o tempo fica completamente contra nós. Eu me sinto assim agora. Estranho, continuo sorrindo mesmo assim.
É um paradoxo louco, para variar só um pouquinho. Afinal, falamos de Flávia ainda. Aliás, eu ando me enlouquecendo. Mas nada que eu já não tenha me acostumado. São 17 anos convivendo comigo mesma, alguma coisa eu devo ter aprendido sobre mim. Como, por exemplo, eu tenho que ter cuidado quando eu fico instável. Porque na hora da alternância de feliz para triste, eu não posso, de jeito nenhum, parar na triste. Mas, mesmo assim, eu ainda sinto, eu ainda sei, de alguma forma, que tudo está se encaminhando para melhor. Sempre para melhor.
Hoje é dia 16 de maio. Minha vida, na teoria, começa a mudança radical dia 3 de agosto. Eu tenho tempo. Tempo esse que eu pretendo gastar renovando ainda mais. Como? Ainda não sei. Aliás, eu não sei de nada. E isso não é de todo ruim. É 50%, como tudo na vida. O que me resta é transformar essa metade em uma metade que valha mais a pena do que a ideia inteira. Complexo? Nem tanto. Eu tenho tempo para pensar, fazer, sentir, viver.
Incrível, para variar. Instabilidade é uma coisa curiosa. Ao final do post estou sorrindo. Não, eu não estou beirando a loucura. Eu estou, simplesmente, sendo eu mesma. É, eu sou a mesma de sempre ainda. Instável, alternando de sentimentos e pensamentos em questão de pouco tempo. Isso é ruim? Sinceramente... Não tenho opinião formada. Afinal, eu sei que ela vai mudar daqui uns cinco minutos, dois dias ou três meses. 

Mesmo assim, mesmo com tantos paradoxos, contradições e alternâncias, continuo acreditando que o melhor para mim vai ser por um bom tempo continuar gritando para mim mesma que não dependo de ninguém.

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