Há quem diga que eu mudei, mas não foi tanto assim. Confesso que estou mais confiante, mais alegre talvez. Mas minhas características, aquelas tão velhas conhecidas, continuam aqui. E até mesmo antes de eu, involuntariamente, esconde-las, outras pessoas já tinham feito isso por mim. Então agora vem o susto. A Flávia mudou? Pouco. Na verdade, o que mudou realmente foi a circunstância. Meu coração é o mesmo ainda.
Continuo querendo curtir o máximo que a minha idade pode me trazer, porém, agora com mais liberdade. Aquela que dança, que bebe, que conversa, ri e grita... Sou eu. Sempre foi. Essa guria é a mesma que precisa de atenção, que muitas vezes tem o coração implorando por carinho, mesmo que não demonstre. Essa alternância de autosuficiência e carência sempre foram marcas registradas da minha personalidade. Decidida, firme, até radical muitas vezes. Mas com sentimentos transparecendo todo tempo.
Eu não sei bem ao certo o que as pessoas enxergam quando olham pra mim. Na verdade, eu nunca vou saber. E pra ser sincera, não sei se importa tanto assim. O que me importa, realmente, é que todos que o meu coração se importa, saibam que a minha essência continua a mesma. Independente de lugar, estado civil, horário ou circunstância. Eu apenas quero ser mais do que eu tenho tentado ser. Sei que posso voar mais alto, por que ficar sempre no mesmo lugar então?
Cansei da vida tanto faz, de qualquer coisa ligada a monotonia. Quero alegria, quero amigos, quero diversão, quero conversas intermináveis, quero sair, quero não ter hora pra voltar e nem pra ir. Eu quero ousar, me atrever a viver de uma maneira mais leve, porém, carregada de emoções. Eu quero uma nova fase repleta de incógnitas, sem previsão alguma do que vai acontecer. Quero sentir tudo que eu puder sentir. E, claro, não parar de sorrir... Nunca mais.

Um comentário:
flávia, tu é eu e ninguém nos avisou cara! eu fico louco lendo o que tu diz ahahah qualquer hora eu vou copiar um texto teu inteiro e postar como Bruno Markus ali AHAHAHAHA te amo flááá :@@@
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