terça-feira, 30 de junho de 2009

domingo, 21 de junho de 2009

nada vai me sufocar

Acontece de tempos em tempos, eu simplesmente, às vezes, não pareço fazer parte daqui. O que parece é que eu não faço parte da minha própria vida. Ou que não sou a atriz principal dela. Mesmo tendo certeza de que sou. É estranho, mas sinto como se não estivesse sendo percebida. E, não adianta, isso é horrível para mim.
Estou prestes a dar um passo incrivelmente importante na minha vida, me orgulho de mim mesma, mas, mesmo assim, gostaria de sentir o orgulho dos outros. Amanhã é a concretização e nem lembro quando foi a última vez que falei com meus pais sobre isso. E, sinceramente, muitas vezes me parece que não é algo tão grande assim e muito menos algo digno de incentivo, motivação. Mas, fazer o quê? Não posso exigir dos outros as atitudes que eu queria eles tomassem.
Não é a primeira vez que eu escrevo sobre isso porque é algo que me incomoda. Eu realmente acho que tem que ser nós por nós mesmos, que eu tenho que me soltar das pessoas e do que elas pensam. Mas eu não consigo não querer sentir o carinho, as palavras de quem eu gosto. De quem eu, com certeza, ficaria muito feliz de ver dando um passo importante na vida. E o que eu ouço são piadinhas, alguns parabéns falsos, sorrisos forçados, e ainda sinto alguns abraços sem sentimento. Ou ainda uma mudada de assunto para não ter que encarar os méritos dos outros. É triste ver que eu gosto de muita gente que não merece. É triste ver que eu ainda me importo com isso. Mas eu estou lutando e estou evoluindo. Eu tenho algumas recaídas, mas o que eu tenho dentro de mim é que não importa mais ninguém além de mim. Eu só realmente espero que depois de me perder ninguém sinta falta.
Talvez essa falta de pertencer a algum lugar que me atormenta agora seja só para, daqui a pouco, eu ver o quanto eu pertenço ao mundo. Tenho certeza de que as coisas vão melhorar e que eu só vou crescer. Por enquanto, mesmo que eu tenha algumas crises, vou administrando, com calma e leveza para não cair. E eu não vou cair, porque, felizmente, eu aprendi a ficar em pé sozinha.
Se antes eu tinha medo de mudanças e me frustrava com a ideia de perder pessoas, hábitos ou qualquer outra coisa que já me pertenceu, agora eu só quero sorrir. Não me importa ao lado de quem. Desde que me façam bem. Já disse, e repito: só aceito o melhor de tudo. Das pessoas, de mim e da vida. Menos que isso eu dispenso. A moda é o egocentrismo e nela eu entrei de cabeça porque vi que é o único caminho para nossa realização depender apenas de nós. Eu continuo gostando das pessoas com todo o meu coração, e com o carinho mais verdadeiro possível. Mas não me faz idiota, eu cansei disso. Me quer na tua vida? Prova. Caso contrário, tenho mais o que fazer.
Enquanto a vida nova não começa de fato, continuo curtindo minhas férias prolongadas. Vejo as pessoas que me fazem bem, ouço as músicas que talvez não terei tempo de ouvir depois, vou aos lugares que me libertam e fico fazendo companhia a mim mesma. Não, isso não é solidão. Isso é autoconhecimento. E nada é mais prazeroso do que se conhecer. Afinal, eu sou a única pessoa do mundo que eu terei que aguentar, obrigatoriamente, para o resto da vida.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

o simples torna ela demais (?)

Ela é uma guria normal. Quer dizer, dependendo do conceito dado a isso. Dezessete anos e ela nem fugiu de casa. Não chega a ser rebelde, mas tem personalidade e sabe o que quer. Constantemente inconstante, muda o tempo todo e não tem medo disso. Já se acostumou consigo mesma. Talvez um paradoxo em forma de menina. Ou simplesmente uma adolescente qualquer.
Não fuma, não tem tatuagem, nem piercing, nunca se drogou. Bebe de vez em quando com os amigos, como qualquer uma de sua idade. Adora se divertir, sair, conhecer pessoas, experimentar emoções. Uma festa às vezes, shows e noites com os amigos próximos sempre. Sorrir, andar, olhar, sentir.
Ela é feliz. Pode-se dizer que sim, claro. Já sofreu e ainda tem muito o que sofrer. Já quase perdeu mãe e pai. Tem um irmão. A família é grande. Já namorou. E também já chorou por amor. Claro que já ficou por ficar. Como também deu a entender que não significava nada e tinha um baita carinho. Encanta-se fácil com alguém que a faça sorrir e adora que se encantem por ela. Sua auto-estima alterna constamente. Às vezes gosta do que vê no espelho, às vezes não. Gosta de ser original, mas não tão diferente que chegue a chamar a atenção.
Quarto, música, reflexão, sentimento. Nem tudo é alegria. Ela sabe estar triste. Sabe também estar braba. Brigar pelo que acredita. Argumentar. Deliciar-se com as palavras. Leonina, determinada, frágil. Não suporta ser esquecida e tem uma memória incrível para fatos e pessoas. Dá o máximo de si em uma amizade e sempre espera receber o mesmo. Quando nã acontece dói. Mas também nada que a abale tanto assim, aliás, nada a abala tanto agora.
Estrelas, fotos, handebol, palavras, música. Códigos internos, palavras-chave. Acessível e admiradora de conversas. Completamente emotiva. Vive uma fase, considerada por ela mesma, deliciosa. Não deixa de ser diferente por se achar normal e nem de ser normal por querer ser diferente. O centro do seu mundo, é a própria. Egocêntrica, escreve sobre si mesma. Não se importa se alguém se interessa. Muito menos as conclusões. Só importa que saiu de dentro como toda e qualquer palavra dela. E lendo isso percebe: ela se conhece. E o principal: sorri ao ler.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ultimamente, ando conversando muito com as outras pessoas sobre vida universitária e profissional. Sobre o futuro e o que ele reserva para nós. Embora ninguém saiba, é muito bom compartilhar sonhos, planos e objetivos.
Eu não sou um exemplo de pessoa e nem procuro ser. Mas gosto de ser do jeito que sou: simples e objetiva. Eu sempre tive em mente o famoso clichê de "ser feliz". Afinal, o que é ser feliz na vida profissional? Não sei, mas pretendo descobrir. Agora, eu nunca vou escolher o que faer por status ou retorno financeiro. Todos sabem que sou contra isso. Na verdade, cada um faz o que quiser da própria vida. Então se eu não quero ser médica, advogada, engenheira ou jornalista... me deixa em paz! Porque a vida é minha! Vou ser professora, e daí? Não me imagino em outro caminho que não seja o da educação física. E quer saber? Pretendo ser feliz com o que escolhi para a minha vida por mais tradicional que isso possa soar.
Fazer planos é meio precipitado, mas sonhar é saudável e necessário. Fui privilegiada com um tempo precioso e agora enxergo as mudanças com olhos positivos. Há uma vida nova me esperando, e dela eu não tenho mais medo. Quero que venha logo e que me satisfaça tanto quanto a etapa que encerrei a pouco. Eu sonho, e sonho muito com dias cada vez mais felizes. Porque eu não aceito outra coisa da vida e de mim.
Previsões sobre o futuro profissional ainda são muito abstratas para mim. Mas a cada dia que passa me acostumo mais com a ideia de crescer e mudar. Desejo sorte a mim mesma. E que o meu futuro como "professorinha", e não com uma profissão da moda, seja completo. E que tu, aí, cheio de preconceitos, ansiando por dinheiro e reconhecimento vazio, se encontre na vida. Porque o meu caminho eu já encontrei.


Desculpem-me, isso foi um baita desabafo.