sábado, 31 de outubro de 2009

e agora ficaram os resto de uns dias ruins

É, está tudo mudando de uma hora para outra e isso me assusta. Minhas decisões de ontem já não são as de hoje, o que era certeza da última semana, nessa já virou pó. A velocidade da minha vida anda me dando medo. Mas é assim que tem que ser, já me diria alguém.
Agora, estou prestes a ficar frente a frente com mais uma situação que eu nunca soube lidar e sempre tive que enfrentar: perder alguém. Não perder de morrer. Perder da vida mesmo, de não fazer mais parte. E dói. Nossa, como dói. Chega a ser absurdo esse vazio. E em alguns casos me dá até uma certa raiva por eu ter imaginado que isso iria acontecer. Mas agora não adianta, e eu também não mudaria nada. Se aconteceu desse jeito é porque era para ser. Eu só sinto falta daquela consideração sabe? A quem ajudou, ouviu, fez rir... A quem esteve ali o tempo todo, em todos os momentos e até suportou ser deixada um pouco de lado em alguns momentos. Mas agora nada muda isso também. A minha memória não me deixa em paz e com isso eu também já me acostumei.
Agora vejo que é hora de continuar com o que eu tenho tentado fazer desde o início da minha nova fase: ampliar, ampliar e ampliar. E não deixar que essas coisas me derrubem. Podem dar uma balançada, uma desiquilibrada complicada... Mas vai passar. Sempre passa. E eu vou continuar sorrindo. Ah, se vou!


quatro horas da manhã
o tempo passa devagar
e os meus pensamentos voam
sem saber onde chegar
em apenas um segundo tudo vai passar
sem perceber como aconteceu
se tiver que ir não posso evitar

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

ou continua a pensar que nada disso vai valer

Ao mesmo tempo em que tudo é tão complicado, a vida parece andar num ritmo absurdamente natural. Fase é fase, não adianta lutar contra. Às vezes nada dá certo e o mundo parece desabar. O importante é saber que isso passa e colocar as ideias no lugar. Malditas fases. Se eu tivesse escrito algo semana passada já estaria chorando. Mas, e agora?
Sendo bem sincera não sei exatamente qual é a minha atual fase. Há tantas coisas rodando na minha vida que fica bem complicado de focar. A faculdade é tudo que eu sempre quis, as pessoas de lá são demais, mas os trabalhinhos me estressam. Ao mesmo tempo que se relacionar é fantástico, é desastroso. Os dias vão passando eu sinto muita falta de jogar. Sinto uma saudade louca, um vazio no peito de não ter, no mínimo, aqueles treininhos semanais. Os amigos, aqueles, os melhores, estão sempre aqui e me fazem muito bem. Mas, certas atitudes e palavras machucam de uma forma inimaginável. Acho que uma história engraçada, um relacionamento atípico se perdeu em alguma curva desse momento e eu confesso que não queria de jeito nenhum que isso acontecesse. E uma história um pouco maluca e imprevisível continua do mesmo jeito. Maluca, imprevisível e cada vez mais perigosa.
Infelizmente agora eu tenho que enfrentar, pelo menos por enquanto, essas minhas loucuras e dúvidas sem a terapia. E isso me deixa muito triste. Mas, eu vou em frente, qualquer hora eu me encontro. O problema que quando isso acontecer, eu espero te encontrar também. Ninguém aqui falou em seriedade, ninguém aqui falou em novela. Eu só falo de sentimento. Como sempre, falo do que sinto. E ultimamente tenho sentido bastante. Mas, ah, não é novidade para ninguém.
Chega a ser incrível o jeito que eu começo a escrever de uma forma completamente confusa e agora já chego a conclusão de que no momento só tem uma coisa me agoniando de uma forma incontrolável. As outras, eu juro, que estão sob controle. Mas não tem o que dizer sobre isso, não tenho mais palavras para explicar essa situação toda. Enquanto nada acontece e as coisas continuam andando no mesmo ritmo, porém, sem sair do lugar, eu fico aqui. Talvez twittando algo que te faça pensar, que me faça pensar, ou que faça, de uma vez por todas alguma coisa mudar. Seja lá para que sentido for...



e quando eu ver você
queria uma chance pra ficar..

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

e vai ser sempre assim, pois já faz parte de mim

Chega a ser impressionante a minha sensibilidade, a minha facilidade em ficar abalada. Parece que nunca estou preparada para nada, sou supreendida por qualquer coisa e nunca de uma forma boa. Há tempos tento tirar o foco da minha vida em uma coisa só e ampliar, além de relações, objetivos, planos, ideias. Mas o que me parece é que multiplicando isso, multiplico complicações também. Visivelmente confusa, não sei onde pisar.
Meu conflito de autoestima interfere em tudo, principalmente nas relações. Quando estou pensando (sempre) em algumas em especial, fresno me vem a cabeça com um verso que dói de escutar, mas que me identifico de uma maneira absurda: eu não quero lembrar do que eu fui pra você, uma simples distração pra você esquecer. Soa como se muita coisa agora estivesse assim. Mas, espera aí, eu não quero ser a distração de ninguém! Servir nos momentos ruins, ser útil. Oras, ninguém tem que ser útil a ninguém. Eu quero ser indispensável ou, no mínimo, insubstituível. As vezes sinto que eu sou muito prestativa, muito presente. Nunca deixo faltar Flávia para ninguém. Mas e os outros estão sempre aqui também?
Minha terapia semanal está sendo mais um processo de autoconhecimento. Porque eu mudei muito de uns tempos pra cá e evolui demais também. Mas eu ainda tenho resquícios de muita coisa que passei e senti. Trabalhar tudo isso é fundamental para mim, pois vejo claramente que só estou indo em frente. Sim, eu posso ter recaídas, ficar triste, abalada com algumas coisas. A questão central é não deixar esses probleminhas me parar. E é para isso que faço terapia, escrevo aqui, twitto muita coisa sem nem pensar duas vezes, ouço músicas que doem, mas que me fazem pensar... Tudo isso faz parte de mim e do meu processo de amadurecimento. Poderia ser mais simples? Sim. Acontece que todos somos diferentes e o meu é assim.
Andando pela cidade, dentro de um ônibus, eu vou pensando em tudo que está acontecendo agora na minha vida e percebo que, embora eu esteja com alguns probleminhas, algumas coisinhas me incomodando muito, não é nada que me derrube, nada que eu deixe me derrubar. Continuo achando que "seu namorado um idiota" e que "algumas coisas nunca vão mudar"... mas, tudo bem, porque pra todos os casos se era só um brinquedo, num toque vai passar.

e digo mais: ABRA SEUS OLHOS.