O mais impressionante é tu olhar para trás e ver que de nada adiantou toda a dedicação, todo o carinho, toda a história. O pior é tu olhar para alguém que fez parte dos anos mais intensos da tua vida e não reconhecer. Olhar e ter que fingir que não conhece. Ser tocada para longe de uma vida que antes só tinha sentido caminhando ao lado da tua. Mas mesmo doendo TANTO (e eu não consigo nem expressar aqui o quanto, mas talvez essas lágrimas que insistem em escorrer consigam) eu sei que eu não errei. Posso ter errado em achar que nada conseguiria mudar o que existia ali. Mas na história, desculpa se o mundo me disser que em alguma coisa eu errei, eu NÃO ERREI. Só que isso não diminui o fato de, mais uma vez, eu levar uma rasteira de quem eu considerei essencial na minha vida. E eu ainda me surpreendo. E eu ainda me entrego para as pessoas como se elas nunca fossem me decepcionar. Sim, nisso eu erro.
Vai fechar quase um mês que eu não vou na terapia, se já não fechou. Conflito de horários, feriados, psicóloga ocupada. Mas isso não pode acontecer. Sempre depois de um tempo sem terapia eu fico nesses dias assim. Enxergando cinza, chorando com frequência, pensando demais, tentando fugir de tudo e acabando cada vez mais para baixo. Eu tenho que colocar o lixo fora. Não é a toa que eu tenho indicação para terapia. É porque sozinha eu não consigo e me perco. E eu sempre me perco. Desmotivo de tudo. Achando que o problema está na vida e não no problema específico. Sei exatamente o que eu estou fazendo comigo mesma, mas não consigo parar. Ainda não consigo sozinha. E eu me sinto tão sozinha. Só eu sei o quanto.
Não sei até quando essa história dessa amizade vai doer em mim, mas vai passar. Pode demorar, mas vai passar. Preciso parar de pensar nisso. Pensar em coisas boas.Por exemplo, estou há quase duas semanas para escrever algo do meu namoro que se iniciou e como eu estou feliz com isso. Como os problemas desaparecem quando eu estou com ele. Como nada importa quando estamos juntos e como eu me sinto mais forte para tudo. Mas não conseguia organizar as ideias. Quando estamos bem parece mais difícil de colocar para fora, quando estamos mal sai tranquilo. Por isso, mesmo com esse coisa ruim dentro de mim, eu estou feliz. Estranho? Sim, mas é a verdade. Coração cheio e a certeza de estar com a pessoa certa, com quem eu deveria estar. A pessoa que vai me ajudar a ficar bem sempre, independente de tudo. Ou que pelo menos vai me ajudar a fugir dessas coisas ruins quando eu precisar. É sempre uma balança. Uma coisa ruim, uma coisa boa. Mas a boa continua vencendo E MUITO. E só ver o jeito que concluo isso aqui, sem mais lágrimas nos olhos e palavras mais alegres. E assim eu vou. Bem, mas preciso marcar minha terapia.
