sexta-feira, 19 de junho de 2009

o simples torna ela demais (?)

Ela é uma guria normal. Quer dizer, dependendo do conceito dado a isso. Dezessete anos e ela nem fugiu de casa. Não chega a ser rebelde, mas tem personalidade e sabe o que quer. Constantemente inconstante, muda o tempo todo e não tem medo disso. Já se acostumou consigo mesma. Talvez um paradoxo em forma de menina. Ou simplesmente uma adolescente qualquer.
Não fuma, não tem tatuagem, nem piercing, nunca se drogou. Bebe de vez em quando com os amigos, como qualquer uma de sua idade. Adora se divertir, sair, conhecer pessoas, experimentar emoções. Uma festa às vezes, shows e noites com os amigos próximos sempre. Sorrir, andar, olhar, sentir.
Ela é feliz. Pode-se dizer que sim, claro. Já sofreu e ainda tem muito o que sofrer. Já quase perdeu mãe e pai. Tem um irmão. A família é grande. Já namorou. E também já chorou por amor. Claro que já ficou por ficar. Como também deu a entender que não significava nada e tinha um baita carinho. Encanta-se fácil com alguém que a faça sorrir e adora que se encantem por ela. Sua auto-estima alterna constamente. Às vezes gosta do que vê no espelho, às vezes não. Gosta de ser original, mas não tão diferente que chegue a chamar a atenção.
Quarto, música, reflexão, sentimento. Nem tudo é alegria. Ela sabe estar triste. Sabe também estar braba. Brigar pelo que acredita. Argumentar. Deliciar-se com as palavras. Leonina, determinada, frágil. Não suporta ser esquecida e tem uma memória incrível para fatos e pessoas. Dá o máximo de si em uma amizade e sempre espera receber o mesmo. Quando nã acontece dói. Mas também nada que a abale tanto assim, aliás, nada a abala tanto agora.
Estrelas, fotos, handebol, palavras, música. Códigos internos, palavras-chave. Acessível e admiradora de conversas. Completamente emotiva. Vive uma fase, considerada por ela mesma, deliciosa. Não deixa de ser diferente por se achar normal e nem de ser normal por querer ser diferente. O centro do seu mundo, é a própria. Egocêntrica, escreve sobre si mesma. Não se importa se alguém se interessa. Muito menos as conclusões. Só importa que saiu de dentro como toda e qualquer palavra dela. E lendo isso percebe: ela se conhece. E o principal: sorri ao ler.

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